Uma em Cada 5 Crianças no Reino Unido é Vítima de Cyber-Bullying

Cyber Bullying deve ser combatido por todos em nossa sociedade, seja a Escola, os pais, e as próprias entidades governamentais responsáveis. Imagem: Security World News. Todos os direitos reservados.

Em uma recente pesquisa realizada no Reino Unido, foi constatada que uma entre cada cinco crianças tem sido vítima de cyber-bullying, sendo que as meninas são mais afetadas que os meninos. Ainda de acordo com o documento, muitas das vítimas dizem que essa “experiência” tem danificado sua confidência mental, sua saúde, e até mesmo sua freqüência escolar.

Cyber Bullying deve ser combatido por todos em nossa sociedade, seja a Escola, os pais, e as próprias entidades governamentais responsáveis. Imagem: Security World News. Todos os direitos reservados.

Cyber Bullying deve ser combatido por todos em nossa sociedade, seja a Escola, os pais, e as próprias entidades governamentais responsáveis. Imagem: Security World News. Todos os direitos reservados.

Entenda o Cyber-Bullying

Para quem não sabe, o cyber-bullying costuma acontece quando algum indivíduo utiliza dos recursos da Internet, ou mesmo da telefonia, para efetuar um ataque moral (bullying) contra outra pessoa. Os ataques costumam ser ofensas morais de todo tipo, como o uso de apelidos pejorativos, discriminação de raça, cor, sexo, condição social, deficiência física ou mental, e até mesmo os “pequenos detalhes” como tipo de penteado, corte de cabelo e vestuário utilizado. Os atacantes usam e abusam do que identificam como “diferente” em suas vítimas, que eles não aceitam como “normal”, e as atacam, em público ou privado.

Meninas sofrem mais ataques de cyber-bullying que meninos.

No fundo, os atacantes são pessoas muito inseguras de si e do mundo, e usam como “válvula de escape” o ataque à colegas de classe que eles consideram “mais fracos”, como maneira de se reafirmarem para as pessoas à sua volta. Com o advento da Internet, só aumentaram o número de ferramentas para efetuar o bullying, agora ganhando nova categoria – o cyber-bullying. Atualmente, seus recursos digitais tem sido largamente utilizados por muitas crianças e adolescentes para difamarem e ameaçarem seus colegas de classe, ou mesmo da vizinhança onde moram. Atualmente uma das ferramentas preferidas dos atacantes são as redes sociais como Facebook e Twitter.

O Estudo

O estudo foi realizado por acadêmicos da Universidade de Anglia Ruskin, e entrevistou cerca de 500 jovens com idades entre 11 e 19 anos. Praticamente um quinto dos analisados (18,4 por cento) admitiram terem sido sujeitos a cyber-bullying. Ainda de acordo com o documento, das 273 meninas questionadas, 60 delas (22 por cento) afirmam ter sido sujeitas a cyber-bullying, enquanto dos cerca de 200 meninos entrevistados, 27 deles (13,5 por cento) sofreram esses ataques.

Um terço dos que sofrem cyber-bullying disseram ter perdido sua própria confiança.

De todas as crianças entrevistadas, cerca de 60 por cento (312 pessoas) dizem terem sido testemunhas de ações de cyber-bullying, ou conhecem pessoas que foram vítimas desses ataques. Dos cerca de 87 jovens que se disseram vítimas de bullying (meninos e meninas) foram questionadas sobre o impacto desses ataques em suas vidas, e um terço disseram ter perdido sua própria confiança, “em grande parte”, ou “muito”. Os outros 52 por cento dos acometidos disseram que os ataques de cyber-bullying afetaram suas condições mentais e emocionais.

52 por cento dos acometidos disseram que os ataques de cyber-bullying afetaram suas condições mentais e emocionais.

Ainda focalizando o estudo, cerca de 29 por cento dos que foram vítimas de cyber-bullying disseram ter se afastado da escola, enquanto mais de um terço delas (39 por cento) pararam completamente sua socialização fora do ambiente escolar. Já dos cerca de 188 jovens que responderam a questão sobre se os mesmos buscariam ajuda caso estivessem sofrendo cyber-bullying, menos da metade (45 por cento) afirmaram que buscariam ajuda. Os outros 55 por cento afirmaram não terem intenções de pedir ajuda com medo que o quadro de ameaças possa aumentar (o que comumente acontece) além de não conseguirem lidar com esse tipo de situação por diversos motivos.

“Muitos dos que responderam ao nosso estudo afirmaram que os atacantes não pensam estarem ofendendo. No máximo, eles pensam que o cyber-bullying é visto pelos atacantes como uma forma de ‘diversão inofensiva’, uma brincadeira, e portanto, não um problema”

A Mentalidade do Atacante

A pesquisa também descobriu que os jovens que sofreram ataques de cyber-bullying normalmente tentaram obter ajuda em seu meio familiar, como seus pais e parentes, além de seus círculos de amizades mais próximos. Steven Walker, que liderou essa pesquisa afirmou que “enquanto a maioria das interações online costumam ser neutras ou positivas, a Internet oferece novas formas pela qual os jovens vem a sofrer com o bullying”. Ele ainda adicionou que “Muitos dos que responderam ao nosso estudo afirmaram que os atacantes não pensam estarem ofendendo. No máximo, eles pensam que o cyber-bullying é visto pelos atacantes como uma forma de ‘diversão inofensiva’, uma brincadeira, e portanto, não um problema”.

Outros ainda acham que o cyber-bullying são motivados por uma falta de confiança própria, aliado a um desejo por controle por parte dos atacantes. Provavelmente por que os mesmos são muito covardes para cometer um bullying face-a-face com suas vítimas. E assim como o uso das mídias sociais entre os jovens só vem crescendo, a menos que o problema seja endereçado aos próprios sites desses serviços e as agências governamentais competentes, o problema do cyber-bullying só tenderá a piorar.

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